"(...) o Estado, com o monopólio do uso legítimo da força, administra um território por delegação de poder dos cidadãos; o mercado, instância de troca de produtos e serviços regulada pelos mecanismos de formação de preços; finalmente, a comunidade, conjunto de cidadãos com valores e interesses comuns e capazes de estabelecerem os modos de se governarem. Os dois primeiros destes princípios tiveram um desenvolvimento claro no período da modernidade: deu-se nos séculos XIX e XX uma clara afirmação dos Estados nacionais e o desenvolvimento do capitalismo assentou na economia de mercado. Já a ideia de comunidade, segundo também Sousa Santos, não se tornou uma realidade tão evidente, apesar da sua enorme repercussão nas diversas correntes sociais e políticas que se desenvolveram nos últimos séculos. (Rothes, 2005: 104).
ROTHES, L. (2005). Recomposição Induzida do Campo da Educação Básica de Adultos. Lógicas de Apropriação Local num Contexto Político-institucional Redefinido. (Dissertação de Doutoramento). Porto: Universidade do Porto – FPCE.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
As contradições do sistema
Segundo Wallerstein, a contradição do sistema capitalista reside na sua forma de actuação, os grupos económicos ora agem solidariamente como classe, ora lutam uns contra os outros.
"Empresário contra empresário, sector económico contra sector económico, empresários de um Estado ou grupo étnico contra empresários de outros Estados ou etnias – a luta tem sido, por definição incessante. E esta luta incessante assume constantemente uma forma política, devido ao papel central dos Estados na acumulação de capital." (Wallerstein, 1999: 47)
"Empresário contra empresário, sector económico contra sector económico, empresários de um Estado ou grupo étnico contra empresários de outros Estados ou etnias – a luta tem sido, por definição incessante. E esta luta incessante assume constantemente uma forma política, devido ao papel central dos Estados na acumulação de capital." (Wallerstein, 1999: 47)
Capitalismo e Estado
"A estrutura do capitalismo histórico tem sido tal, que as alavancas mais eficientes do ajustamento político foram as estruturas estatais, cuja construção foi (…) uma das realizações institucionais centrais do capitalismo histórico. Não é por acaso que o controlo do poder do Estado – a conquista do poder do Estado se necessário -, tem sido o objectivo estratégico central de todos os actores principais da arena política, em toda a história do capitalismo moderno." (Wallerstein, 1999: 36)
"A soberania nunca significou total autonomia. Este conceito refere apenas a existência de limites à legitimidade de interferência de um aparelho estatal nas operações de um outro." (Wallerstein, 1999: 42)
"A soberania nunca significou total autonomia. Este conceito refere apenas a existência de limites à legitimidade de interferência de um aparelho estatal nas operações de um outro." (Wallerstein, 1999: 42)
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